Caules na floresta

Caules na floresta

terça-feira, 4 de novembro de 2014

(Poème) Sabiá-barranqueira

Garboso Sabiá-barranqueira
Acinzentado, marrom e laranja
Teu canto forte e silvado
Somente na reprodução,
És o sabiá apaixonado
Que vive no mundo encantado
Chamando a nova parceira
Pra formar nova união.

És mesmo Sabiá-capoeirão
Que voa de galho em galho,
Carregas nas cordas o trinado
Sem parar teu canto múltiplo,
Pra não perder a fogaça,
Chamando a fêmea parceira 
Pra nova família formar.

Encantas de Sabiá-fogueteiro
O Turdos namorador,
Pra conquistar Julieta                             
Te mascaras de Romeo,
Gorjeias sons nupciais
Mimetizado em trovador,
Tuas asas vibram em transe
Comemorando o novo amor.

Voas rasante e veloz
Pro ninho na samaúma,
Saltas com intenso ardor
Pros ramos da goiabeira,
Te moves ágil e sagaz
Num vai e vem envolvedor,
Dizendo à Sabiá enamorada
Que estás pronto pro amor.

(Izidius, o romano).




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