O coração pregou-lhe a
peça
Na estação de
primavera
Em plena aula de
instrução,
Jogou-a na jaula das
feras
Desarmada e indefesa
Foi julgada pelo
centurião.
Core vermelho ficou
branco
Saltitando feito uma
bola
Quicando por todo o salão,
Rubro ficou-lhe o
rosto
As mãos cruzadas suaram
Por nefasta exposição.
Amigos riram nervosos
Outros olharam pro
chão,
Ficaste um tanto sem
jeito
Boca aberta, olhar
blasé
Sentimento solto no
espaço
Ficou sem à respiração.
Qual
o crime que praticou?
Pra
amar tem que ter licença
Do centúria de plantão?
Mesmo sendo uma rainha
Apaixonar-se por um rei
Apaixonar-se por um rei
Cabe-lhe severas sanções?
Todo amor tem um destino
São as buscas
de nova união.
As coisas
do coração
De seu amor e sua
paixão
Só a ti dizem respeito,
Se ficas, ou namoras com
ele
És adulta, é teu
direito.
Não aceite
interferências
Não lhes cabem intervenções
Mesmo sendo o agente safo
Neste caso é sem noção.
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