Caules na floresta

Caules na floresta

domingo, 2 de novembro de 2014

(Poème) Fibrilação

O coração pregou-lhe a peça
Na estação de primavera
Em plena aula de instrução,
Jogou-a na jaula das feras
Desarmada e indefesa
Foi julgada pelo centurião.

Core vermelho ficou branco
Saltitando feito uma bola
Quicando por todo o salão,
Rubro ficou-lhe o rosto
As mãos cruzadas suaram
Por nefasta exposição.

Amigos riram nervosos
Outros olharam pro chão,
Ficaste um tanto sem jeito
Boca aberta, olhar blasé
Sentimento solto no espaço
Ficou sem à respiração.

Qual o crime que praticou?
Pra amar tem que ter licença
Do centúria de plantão?
Mesmo sendo uma rainha
Apaixonar-se por um rei
Cabe-lhe severas sanções?
Todo amor tem um destino
São as buscas de nova união.

As coisas do coração
De seu amor e sua paixão
Só a ti dizem respeito,
Se ficas, ou namoras com ele
És adulta, é teu direito.
Não aceite interferências
Não lhes cabem intervenções
Mesmo sendo o agente safo
Neste caso é sem noção.

(Izidius, o romano).

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