Caules na floresta

Caules na floresta

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

(Poema) FALSO BRILHANTE

Seguia tão seguro e destemido  
Sentia-me inteiro no caminho
Tão Igual o herói Teceu 
Com o novelo em suas mãos,
Desfez-se de meu ser antiga dor
E o fio de reencontro ao amor
Apagou antepassados dissabores
Despertando intensamente em mim
A fome antropofágica da paixão.
Mas de repente,
O adormecido vírus da discórdia
Despertou com tantas dúvidas e temores
Aliou-se a ilusões, débeis valores
Prendeu-se a regras e falsos pudores
Renegou seu sentimento de outrora
Conseguiu de todo, fibrilar meu coração.
Só me resta,
Despojar dos andrajos que carrego
Desligar desse amor tão sem sentido
Levantar deste chão frio e rígido
Arrancar de meu peito o infortúnio
Religar minha egrégora ao meu afeto  
E com a calma, encher minh’alma de siso
Procurar a paz, ativar a razão, o sentido
E caminhar sob o sol da manhã.

(Izidius, o romano). 

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