Seguia
tão seguro e destemido
Sentia-me
inteiro no caminho
Tão Igual o herói Teceu
Com o novelo em suas mãos,
Com o novelo em suas mãos,
Desfez-se
de meu ser antiga dor
E
o fio de reencontro ao amor
Apagou
antepassados dissabores
Despertando
intensamente em mim
A
fome antropofágica da paixão.
Mas
de repente,
O
adormecido vírus da discórdia
Despertou
com tantas dúvidas e temores
Aliou-se
a ilusões, débeis valores
Prendeu-se
a regras e falsos pudores
Renegou
seu sentimento de outrora
Conseguiu
de todo, fibrilar meu coração.
Só
me resta,
Despojar
dos andrajos que carrego
Desligar
desse amor tão sem sentido
Levantar
deste chão frio e rígido
Arrancar
de meu peito o infortúnio
Religar
minha egrégora ao meu afeto
E com
a calma, encher minh’alma de siso
Procurar
a paz, ativar a razão, o sentido
E
caminhar sob o sol da manhã.
(Izidius, o romano).

Mineral Pirita, o ouro dos tolos.
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