A dissociabilidade entre política e religião ainda continua necessária por que ainda vivemos pautados por ideologias e forças políticas instaladas à esquerda ou a direita de sistemas democráticos. Portanto torna-se inaceitável querer enganar-se ao acreditar que, um partido político utilizando o viés, "o caminho do meio", possa trazer a paz, a justiça social, e onde todos serão iguais perante a lei. Ser de esquerda ou direita ficou no Século XX, representa o atraso, atraso sepultado em 1985 pela Perestroika e, pela queda do Muro de Berlim em 1989. O comunismo só sobrevive nas mentes obscuras, nicho onde as ideologias são impostas nas pessoas. Marx ainda sobrevive em países dominados pela pobreza, pela deseducação e violência e, pelos órfãos que se viciaram em viver sob a tutela do colonialismo, e agora no poder, querem manter o domínio usando os mesmos métodos que os escravizava. O céu está cheio de eletricidade, é hora de calar? Não! No planeta, as religiões estão fortemente influenciadas por falsos profetas, minadas em seus princípios por discípulos travestidos de militantes religiosos, apoiadores de ditadores sanguinários e de ideologias que não deram certo e, cujas práticas cada vez mais os distancia do cristianismo do primeiro século divulgado através da transmissão oral. São fiéis fantasiados de políticos que se autonomeiam de esquerda ou direita, que negam ou ainda não entenderam a própria doutrina que pactuaram em respeitar e professar. Tanto a política quanto a religião são ciências necessárias e fundamentais ao desenvolvimento humano, as relações humanas, sendo a política tão significativa ao avanço da humanidade que, o ateniense Platão, (427 a.C) profetizou, "o castigo dos bons que não fazem política é ser governados pelos maus". Mas a política e a religião ainda continuarão "for a long time" dissociáveis, trilhando caminhos opostos, equidistantes, porque? A religião desenvolve sua trajetória presa em atemporais forças divinas, e, na maioria das vezes firmada em verdades absolutas, mas ainda inexplicáveis. A política permeia os vastíssimos campos das forças ideológicas intrinsecamente gestadas nas cegas paixões, no antagonismo, e no intangível humano. Se existe o caminho do meio, esse meio não é a política partidária e nem a religião. O meio é o desenvolvimento e a evolução espiritual, a ciência que fará o "religare" sem as amarras clericais e sem as arquiteturas de poder e dominação. A ciência espiritual educará a humanidade no sentido de seu desenvolvimento humano, ao encontro de suas virtudes, a ciência que fará a transcendência ao alto espiritismo, o portal da clareza na consciência.
(Izidius, o romano).

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