Caules na floresta

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domingo, 5 de janeiro de 2014

Ser ateu ou ser à toa

Ser ou não ser ateu em nada modifica nossa ligação com o divino. O que distancia e nos aproxima de Deus, o deus que muitos negam a existência, é pelo que praticamos. Ao fazerem o mal, estarão dominados por energias negativas e refletirão opaca radiação, ao praticarmos o bem, receberemos radiações positivas e refletiremos intensa luminosidade, brilho e luminescência. Por que digo para não nos atormentarmos em ser ou não ser ateu! Por que, nos recônditos e memoriais assentamentos de nossa origem, queiramos ou não, está registrado que somos filhos do Criador. Não somos uma ameba criada por geração espontânea, no mínimo, somos mais um dos enganados, como enganado foi Darwin que veio para dividir, instalar mais um imbróglio existencial da era moderna, colocando milhões de seres num paradoxo à gênese humana. Assumir-se ateísta no mundo terráqueo onde a maioria diz ser filho de Deus, muito embora pouco ou nada pratiquem para justificá-lo, é demais diferente, atira-os ao Olimpo dos mais insensatos comentários, críticas, aversões, divisões, e até agressões. No atual estágio do Coliseu Humano em que se transformaram as relações interpessoais, professar o ateísmo coloca-os em risco e descrédito, joga-os na mesma fogueira onde arderam e ardem os inocentes queimados pela Inquisição. Por experiências sensoriais posso dizer que, o dia que abruptamente contorcer-se a terra sob os pés de todos os desinformados espirituais, como as contorções acontecidas sobre o solo haitiano, com certeza gritarão, meu Deus! Este clamor está gravado, mas ainda adormecido no inconsciente coletivo da maioria dos que aqui habitam, mesmo hibernando no lado obscuro da memória de cada um. Caros ateístas, sejam gentis consigo mesmo, não se comparem aos outros que sofrem incompreensões, não se coloquem no lugar de vítimas, usem suas inteligências e pró-atividades para descobertas mais libertárias e reveladoras de suas existências, libertem-se da Caverna de Platão e, mostrem que a sua ATEA não existe à toa.


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