Ser ou não
ser ateu em nada modifica nossa ligação com o divino. O que distancia e nos
aproxima de Deus, o deus que muitos negam a existência, é pelo que praticamos.
Ao fazerem o mal, estarão dominados por energias negativas e refletirão opaca
radiação, ao praticarmos o bem, receberemos radiações positivas e refletiremos
intensa luminosidade, brilho e luminescência. Por que digo para não nos
atormentarmos em ser ou não ser ateu! Por que, nos recônditos e memoriais
assentamentos de nossa origem, queiramos ou não, está registrado que somos
filhos do Criador. Não somos uma ameba criada por geração espontânea, no
mínimo, somos mais um dos enganados, como enganado foi Darwin que veio para
dividir, instalar mais um imbróglio existencial da era moderna, colocando
milhões de seres num paradoxo à gênese humana. Assumir-se ateísta no mundo
terráqueo onde a maioria diz ser filho de Deus, muito embora pouco ou nada
pratiquem para justificá-lo, é demais diferente, atira-os ao Olimpo dos mais
insensatos comentários, críticas, aversões, divisões, e até agressões. No atual
estágio do Coliseu Humano em que se transformaram as relações interpessoais,
professar o ateísmo coloca-os em risco e descrédito, joga-os na mesma fogueira
onde arderam e ardem os inocentes queimados pela Inquisição. Por experiências
sensoriais posso dizer que, o dia que abruptamente contorcer-se a terra sob os
pés de todos os desinformados espirituais, como as contorções acontecidas sobre
o solo haitiano, com certeza gritarão, meu Deus! Este clamor está gravado, mas
ainda adormecido no inconsciente coletivo da maioria dos que aqui habitam,
mesmo hibernando no lado obscuro da memória de cada um. Caros ateístas, sejam
gentis consigo mesmo, não se comparem aos outros que sofrem incompreensões, não
se coloquem no lugar de vítimas, usem suas inteligências e pró-atividades para
descobertas mais libertárias e reveladoras de suas existências, libertem-se da
Caverna de Platão e, mostrem que a sua ATEA não existe à toa.
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