Sei que guardas no
teu reino
O segredo de Maria,
A mãe natureza que afaga
A mãe natureza que afaga
As colossais vagas
bravias,
Para desvendar esse segredo
Para desvendar esse segredo
Lançar-me-ei ao mar,
E mirarei com meu sextante
E mirarei com meu sextante
Na luz solar do dia,
Saciarei a minha sede
Saciarei a minha sede
Ao revelar esse
mistério.
De volta ao começo,
E com os pés na
areia,
Sentirei teu som,
Ouvirei tua voz
Ouvirei tua voz
Cantarei teu canto
Pulsarei teu
coração,
Medirei teu tempo
Medirei teu tempo
Vibrarei tuas cordas
Ao tocar bordão,
Escutarei teu choro
Escutarei teu choro
Ouvirei teus lamentos
Estrondarei o vulcão,
Acenderei teu fogo
Acenderei teu fogo
Apagarei as chamas
Lavarei teu chão.
Clamei ao ar pra me dizer
Como fazer a água jorrar?
Respondeu-me o ar,
Respondeu-me o ar,
Com o ar de espanto
Não sabeis como criar?
Em desencanto,
Em desencanto,
Pedi em prantos,
Oh! Águia dos Andes,
Vem nos ensinar,
"Se adocicares as águas do mar,
"Se adocicares as águas do mar,
Iluminares as estrelas,
E hidrogenares o meu céu,
Marear é o meu encanto,
Marear é o meu encanto,
E nas águas do mar
Entre as areias
No ar, sempre estarei"
No ar, sempre estarei"
(Izidius, o
romano).
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