Caules na floresta

Caules na floresta

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

(Poème) MAR DOS NAVEGANTES

Sei que guardas no teu reino
O segredo de Maria,
A mãe natureza que afaga
As colossais vagas bravias,
Para desvendar esse segredo
Lançar-me-ei ao mar, 
E mirarei com meu sextante
Na luz solar do dia,
Saciarei a minha sede
Ao revelar esse mistério.

De volta ao começo,
E com os pés na areia,
Sentirei teu som,
Ouvirei tua voz
Cantarei teu canto
Pulsarei teu coração,
Medirei teu tempo
Vibrarei tuas cordas
Ao tocar bordão,
Escutarei teu choro
Ouvirei teus lamentos
Estrondarei o vulcão,
Acenderei teu fogo
Apagarei as chamas
Lavarei teu chão. 

Clamei ao ar pra me dizer
Como fazer a água jorrar?
Respondeu-me o ar,
Com o ar de espanto
Não sabeis como criar?
Em desencanto,
Pedi em prantos,
Oh! Águia dos Andes,
Vem nos ensinar,
"Se adocicares as águas do mar,
Iluminares as estrelas,
E hidrogenares o meu céu, 
Marear é o meu encanto,
E nas águas do mar
Entre as areias 
No ar, sempre estarei"


(Izidius, o romano).

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