Caules na floresta

Caules na floresta

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Poemeto: Urbe

URBE

Chuva fina e zodiacal na manhã aquariana,
A garoa derramava na Esplanada Planaltina,
Espalhando pelo espaço, branca e, fina neblina,
Que molhava mil passantes apressados pela sina,
E encharcava a Bastilha do poder que alucina.

Da Ermida de Dom Bosco, avistei por sobre o lago,
Emplumados irerês revoando a tênue luz,
Coloridos, barulhentos, flutuavam sobre o ar,
Dançando no sobe e desce, em looping, terra-ar,  
A espreitar no espelho d’água, acarás para pescar.

Entre as ramas dos ciprestes vi o Sol, em esplendor,
Derretendo as claras gotas do orvalho caudaloso,  
Que banhou verdes canários, cantadores buliçosos,
Aqueceu as ararinhas nas pitangas e palmeiras,
É manhã! Terra Brasilis, de todos os venturosos.


(Izidius, o romano).

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