URBE
Chuva fina e zodiacal na manhã aquariana,
A garoa derramava na Esplanada Planaltina,
Espalhando pelo espaço, branca e, fina neblina,
Que molhava mil passantes apressados pela sina,
E encharcava a Bastilha do poder que alucina.
Da Ermida de Dom Bosco, avistei por sobre o lago,
Emplumados irerês revoando a tênue luz,
Coloridos, barulhentos, flutuavam sobre o ar,
Dançando no sobe e desce, em looping, terra-ar,
A espreitar no espelho d’água, acarás para pescar.
Entre as ramas dos ciprestes vi o Sol, em
esplendor,
Derretendo as claras gotas do orvalho
caudaloso,
Que banhou verdes canários, cantadores buliçosos,
Aqueceu as ararinhas nas pitangas e palmeiras,
É manhã! Terra Brasilis, de todos os venturosos.
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