Caules na floresta

Caules na floresta

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Verão

Em rubra manhã de Sol Brasilis

Recitava com bela voz um poema latim

Iluminava com raios brilhantes quão setas de Odin   

Cálidas nuvens flutuantes nos meneios do ar

Anunciando a clara estação, reluz Verão.


Avançavas num céu de esperanças com asas vibrantes

Libertavas com envolventes sorrisos, inofensivos amantes

Braços estendidos pro ar, flanavas, em púrpuras brilhantes

Unias em mágica sintonia, colibris-tesouras com beija-flores-rubi

Quieta, concentravas no canto sonoro, de suave Ave Maria.


Esculpias em molduras do tempo, magistral e criativa

Retratos imberbes de seres em intensa harmonia

Que faziam teu silêncio sofocar no cartesiano quadrante

Ungindo com perfumes das rosas, belos filhos a jusante     

Emoldurados num quadro iluminado pelo rei da estrela guia.


Pintavas com todas as cores numa explosão caleidoscópica

Encantos, sonhos, universos, luzes, natureza, criações

Ninfas, anjos, deuses, florestas, e todas às estações

Hidratando com as águas das fontes, campos e pradarias

Adornando com flores silvestres, o belo entardecer.




(Izidius, o romano).

Nenhum comentário:

Postar um comentário