Em rubra manhã de Sol Brasilis
Recitava com bela voz um poema latim
Iluminava com raios brilhantes quão setas de Odin
Cálidas nuvens flutuantes nos meneios do ar
Anunciando a clara estação, reluz Verão.
Avançavas num céu de esperanças com asas vibrantes
Libertavas com envolventes sorrisos, inofensivos amantes
Braços estendidos pro ar, flanavas, em púrpuras brilhantes
Unias em mágica sintonia, colibris-tesouras com beija-flores-rubi
Quieta, concentravas no canto sonoro, de suave Ave Maria.
Esculpias em molduras do tempo, magistral e criativa
Retratos imberbes de seres em intensa harmonia
Que faziam teu silêncio sofocar no cartesiano quadrante
Ungindo com perfumes das rosas, belos filhos a jusante
Emoldurados num quadro iluminado pelo rei da estrela guia.
Pintavas com todas as cores numa explosão caleidoscópica
Encantos, sonhos, universos, luzes, natureza, criações
Ninfas, anjos, deuses, florestas, e todas às estações
Hidratando com as águas das fontes, campos e pradarias
Adornando com flores silvestres, o belo entardecer.
(Izidius, o romano).
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