Não transforme seu corpo
Nobre
morada do espírito,
Num
Gulag prisioneiro
Que
lhe manterá escravo
Num
denso deserto gelado
Sujeito
as hábeis manobras
De
inconsciente glutão.
Não
pintais no coração
Uma
tensa Faixa de Gaza
Numa guerra desarmada
Um vale-tudo demente
Grave e inconsequente
Irmão, fustigando irmão.
A muralha da separação
Um vale-tudo demente
Grave e inconsequente
Irmão, fustigando irmão.
A muralha da separação
Gera
a divisão fratricida
Débeis
vencedores opacos
Muitos
vencidos cinzentos
Neo-sofredores
perdidos.
Mas
a realidade não abdica
Da
verdade que se aplica
Em
corações insurretos.
És sábio, auto liberte-se
Embarque
no barco seguro
Fuja
do labirinto de Creta,
Do
Minotauro faminto
Por
jovens ninfas de Atenas.
Não sejais mais um religioso
Mas
viceje em você mesmo
A
clara consciência cristã,
Escreva
sua longa história
Com
suas mãos sobre a terra
Mas
a cabeça no além.
(Izidius,
o romano).

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