Receberás a carícia que te abraça
Se doares todas flores do caminho
Extinguirás a dor que te maltrata
Se construís os sonhos que viveste
Libertas da ingratidão que apossais.
Bastarda! A ingratidão embrutece
Entorpece a memória e o coração,
Restaura o teu juízo que adoece
Forte derme, carne fraca necrosou,
Ser mãe não é viver sonhos em vão
É cumprimento ancestral da criação.
É tão fácil falar só de carinho
Se reconheces o bem que recebeu,
Como falar bem de seus amigos
Sem tirar as travas do coração?
Como disseminar a todos teu carinho
Com o coração cheio de ingratidão?
Plantou espinhos, semeou servidão
Lá na frente colherás o que plantou,
Lembra sempre que precisas do irmão
Pra soberba não dominar teu coração,
Sede grata ao irmão que te acolheu
A ingratidão fere igual à traição.
É verão! Clareia o Sol por toda estepe
A Lua é cheia, esplendorosa e serena
Zodiacal, quão metafísico Prometeu
Vem de Deus tua herança tão celeste
Fortes clarões à boreste, a luz dourou
A ignomínia da ingratidão já feneceu.
(Izidius, o romano).
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