Caules na floresta

Caules na floresta

terça-feira, 22 de julho de 2014

(Poème) MENINA MOÇA

Moça, menina, moça
Simétrica epiderme bronze,
Cútis sedosa e desnuda
Cabelos com tranças blond,
Refletes singelo semblante,
Por toda longilínea fronte,
Como tulipas rosadas,
Que se abrem ao alvorecer
Pulsa em tua viva gênese,
A extensa vida a percorrer,
Aquece tua alma latina,
No sol invernal do entardecer.

Vida calma, doce vida,
És semente do amanhã,
Sois vulcão incandescente,
Por viver intensamente,
Nos caminhos que se abrem,
Colhes rosas sem espinhos,
Mas adoras girassóis,
Que se voltam ao nascer,
Acender as esperanças,
Nos arrojados conquistadores,
Despertar doces ternuras,
De apaixonados galanteadores,
Só confirma a natureza,
O amor é renascer.

Pelas tardes de outono
Cobre-te com belos adornos,
Roupas novas, jeans transados
Apple iPhone bicolores,
Nos passeios pelos shoppings,
Digitando sem cessar, 
Quando esperas agitada,
A breve noite chegar,
Desfilas por entre lojas,
Qual safira do Ceilão,  
Sonhando logar o príncipe,
Na tela de seu coração.

(Izidius, o romano)


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