Moça,
menina, moça
Simétrica
epiderme bronze,
Cútis
sedosa e desnuda
Cabelos
com tranças blond,
Refletes
singelo semblante,
Por
toda longilínea fronte,
Como
tulipas rosadas,
Que
se abrem ao alvorecer
Pulsa
em tua viva gênese,
A
extensa vida a percorrer,
Aquece
tua alma latina,
No
sol invernal do entardecer.
Vida calma, doce vida,
És
semente do amanhã,
Sois vulcão incandescente,
Por
viver intensamente,
Nos
caminhos que se abrem,
Colhes
rosas sem espinhos,
Mas
adoras girassóis,
Que
se voltam ao nascer,
Acender
as esperanças,
Nos
arrojados conquistadores,
Despertar
doces ternuras,
De
apaixonados galanteadores,
Só
confirma a natureza,
O
amor é renascer.
Pelas tardes de outono
Cobre-te
com belos adornos,
Roupas
novas, jeans transados
Apple
iPhone bicolores,
Nos
passeios pelos shoppings,
Digitando
sem cessar,
Quando
esperas agitada,
A
breve noite chegar,
Desfilas
por entre lojas,
Qual
safira do Ceilão,
Sonhando
logar o príncipe,
Na
tela de seu coração.
(Izidius,
o romano)
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