Caules na floresta

Caules na floresta

segunda-feira, 19 de maio de 2014

(Poème) MINHA MÃE

Em umbilical transmutação, mãe concebida
Eras os dias, por todas as noites, eras cantos, poesias
Mestre tempo nos dirá que a saudade não esquecida
Revelará tua importância em nossas vidas
Pois entre todas as mulheres foste à escolhida
Para trazer ao mundo tua prole tão fecunda.

Lutaste com a força de guerreira amazonas
Navegaste na biológica atmosfera, nasceste fêmea
Mas transcendeste ao superior de mulher mãe.

De diamantes foram às bodas com quem amavas
Doutoraste em escolher o caminho do bem
E sempre soubeste repartir o pão com sabedoria.

Recordo a bela voz quando ecoava,
Em contralto, revelavas teu forte canto,  
Por toda a nave da igreja em que acreditavas.

A correção vocabular com denodo nos ensinava,
E na Festa das Nações quando encenavas
No teatro, demonstravas que a vida é um grande palco
E sempre mostravas quão plural era teu mundo.

Cumpriste tua missão ó mãe querida
Admirada por todas, eras aguerrida
Teu amor por todos nós sempre lembrado
Mas às vezes por mim incompreendido
Ao abraçares teus filhos sem enlaçá-los.

Na madrugada cantaste a todos em teu leito frígido
Rodeada pelos anjos que cuidavam de tua cura 
Adormeceste, e zarpaste de volta ao começo
Ao cruzares a linha do visível.

(Izidius, o romano).

Nenhum comentário:

Postar um comentário