Luz serena resplandece, rompe a aurora,
A gigante deusa Gaia se ilumina,
Do proscênio à ribalta, nas esquinas,
Seres vivos se libertam das cadenas,
Sonolentos, arrumando suas melenas,
Arrastando seus andrajos de falenas.
Quando as luzes da cidade se apagam,
O grande palco da biosfera se acende,
Sobe o pano, abrem-se as bocas de
cena,
Bilhões bípedes interpretam seus papéis,
Mascarados, travestidos, doidivanas,
Fantasias de palhaços, menestréis,
São cenários ilusórios de Babel.
No firmamento!
O deus do tempo contando as horas,
O Sol celeste clareia o éter de leste
oeste,
Aquece o vento, girando o ar, o movimento,
Empurra as águas que levarão todo
tormento,
Ressurge a noite, para descanso de
corpos tensos,
Em berços cálidos encontrarão um breve
alento.
(Izidius, o romano).
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