Caules na floresta

Caules na floresta

sexta-feira, 11 de abril de 2014

(Poème) RIBALTA HUMANA

Luz serena resplandece, rompe a aurora,
A gigante deusa Gaia se ilumina,
Do proscênio à ribalta, nas esquinas,
Seres vivos se libertam das cadenas,
Sonolentos, arrumando suas melenas,
Arrastando seus andrajos de falenas.

Quando as luzes da cidade se apagam,
O grande palco da biosfera se acende,
Sobe o pano, abrem-se as bocas de cena,
Bilhões bípedes interpretam seus papéis,
Mascarados, travestidos, doidivanas,
Fantasias de palhaços, menestréis,
São cenários ilusórios de Babel.  

No firmamento! 
O deus do tempo contando as horas,
O Sol celeste clareia o éter de leste oeste,
Aquece o vento, girando o ar, o movimento,
Empurra as águas que levarão todo tormento,  
Ressurge a noite, para descanso de corpos tensos,
Em berços cálidos encontrarão um breve alento.

(Izidius, o romano).

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