Não provém do amor
A dor na separação,
O amor só liberta.
Dor da separação
Vem do apego, e da
posse
Do infortúnio, e má
sorte
Da solidão
invertida
Da perversão assumida
Do desencanto com o amor.
Amar não dói
Quando arrancas os
espinhos
Para facilitar o
caminho
E a solidão tem
valor.
Amar não dói
Ao ajudar o primata
Se libertar do
ególatra
De seu focar
narcisista
Quebrando o espelho
sem aço
Que lhe escraviza
na dor.
Amar não dói
Quando permites que
a presa
Refaça o caminho
com outro
Em busca dos sonhos
seus.
Amar não dói
Quando livra-a da derrocada da vida
Restaure a inocência
perdida
Que estava aprisionada
no tempo
Deixando-a livre
como o vento
Acalmando o teu
coração.
(Izidius, o
romano).
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