Caro senhor Fábio de Melo, tua entrevista ao programa "Altas Horas" da rede Globo, suscitou grande contraditório quando consideraste excessiva a devoção à Maria, na igreja católica, nivelando o cristianismo por baixo, mas discordo de tua análise sobre o tema. Como réplica afirmo que, o Cristianismo jamais será nivelado por baixo, porque jamais? Por que Jesus é a luz superior, é a sabedoria, a consciência, o próprio Deus Criador, onisciente e onipresente, destacado no corpo de filho, materializado aos olhos dos que assim o viram à época. O que lamentavelmente está nivelado por baixo, no momento, é o catolicismo. Jesus não é propriedade da igreja católica, assim como também o Cristo não é espólio de qualquer outro movimento religioso no mundo. O catolicismo jamais esteve em estado numinoso para escolher seus líderes, representantes e atuais porta-vozes. Senhor Fábio, jamais esqueças que vieste do ventre de uma mulher, fruto da união com um homem e, se apoias outro tipo de vínculo, isto é, entre pessoas do mesmo gênero, estás em pleno desacordo com a exegese cristã. Concordo que Maria, mãe de Jesus, não tem a necessidade de ser adorada, exaltada e muito menos transformada em mercadoria, em medalhinhas como expressaste. Maria, filha de Ana e José, representa a Pureza, sendo por isso escolhida como a Mãe do Salvador. O mercantilismo de imagens é uma das chagas, não do cristianismo, mas do catolicismo a qual estás atrelado, mesmo sabendo que, a maior responsabilidade do clero em questões que lhes causam dissabores está em preservar o culto às personalidades eclesiásticas, as vestes, a liturgia, a teologia sem nexo causal, ao luxo, aos dogmas e, ao acobertamento de erros de seus membros. Não irei alongar-me, mas se não o sabes, o dogma é tocável, Jesus é o Salvador, mas só receberá a salvação aqueles que pela prática do que é certo caminharem em direção a doutrina de Jesus, do contrário, ficarão gritando aleluia nos púlpitos, nas rádios, nos canais de televisão, e no deserto da inconsciência. Mesmo eu sabendo que nenhuma religião salva; não põe alimentos à mesa; não concede a remissão de pecados por decretos, mas as religiões prestam um grande serviço ao indicar aos seus seguidores o caminho da verdade. Mesmo assim, para ocupares o lugar de divulgador da palavra do Salvador de todos os homens e mulheres que buscam o bem, luta pela revisão e quebra do celibato, outra chaga que tantos transtornos, vergonhas e humilhações têm causado a Grande Instituição Igreja Católica. Ao defenderes a união civil entre gays pareceu-me conveniente, midiático, oportunista e politicamente correto. Não sou um religioso, sou um espírita cristão, mas tua fala no programa não representou o Cristianismo.
(Izidius, o romano).
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